A carta

*contextualizando: Essa é uma daquelas cenas que pertencem ao meio de uma estória, mas precisam aparecer no começo para serem retomadas, claro que é muito mais fácil e inteligível fazer isso usando recursos de vídeos, mas mesmo assim, espero me fazer entender. 

*E se você não gostade despedidas, é melhor parar por aqui, isso é o que eu chamaria de começo do fim... 

Era manhã de 27 de agosto de uma ano que não se conta, os afazeres no castelo seguiam normalmente, até que a ama de Carmine Savior - apesar de bem mais velha que quando aquela Senhora foi cuidar dela, Carmine ainda a chamava de ama, como uma forma de carinho - não a encontrou no quarto ou na capela, não a encontrando nos dois lugares, correu para sala do trono, onde mais uma Rainha poderia estar? 
Antes de se retirar dos aposentos reais, contemplou a boneca em cima da cama, lembrou dos tempos que a Senhora daquelas terras ainda era princesa, treinando sua pontaria naqueles jardins ou ouvindo alguma estória que seu pai inventava, no aconchego do colo de sua mãe, lembrou de sua adolescência conturbada e das fugas para caçar sozinha na floresta, dos embates e das horas de castigo trancada no quarto, mas não deixou de lembrar de quando os ataques inimigos chegaram e ela precisou amadurecer do dia para noite na ausência tão dolorida de seus pais (não se sabe se vivem ou não, vocês entenderam em algum momento que os destinos não foram escritos até o final) . Notou que a pena com que a princesa escrevia estava no chão ao lado da escrivaninha, pôs no lugar e dirigiu-se a sala do trono, lá encontrou a fatídica cena, seu guarda pessoal estava sentado no chão a frente do trono de Carmine, a coroa ainda repousava sobre o assento, junto de uma violeta. Nas mão de Louys, o homem de confiança da rainha, que parecia transtornado, uma folha de papel amassada... 
- Louys, o que aconteceu? Onde está Carmine? 
Uma lágrima teimosa escorreu dos olhos do cavaleiro e ele estendeu o papel para que a ama mesmo pudesse ler. junto a esse movimento acrescentou:

- Ela se decidiu...


                                                          * eis do que se tratava*


Luccaria, 27 de agosto.

Bom dia meu amado povo de Luccaria, muito embora para mim ainda seja madrugada, e esteja difícil manter as lágrimas teimosas, longe da tinta que vai ficando no papel a cada movimento de meu punho. Talvez, mesmo dentre as obrigações recentes de Rainha, essa seja a maior decisão que já precisei tomar na minha vida... e conheço suas consequências, o que só faz meu coração pesar ainda mais, mesmo, que ele esteja tranquilo. 
Luccaria, óh, minha Luccaria como eu a amo e preciso que confies em mim nesse momento. Acredite, sempre serás parte de mim, mas eu também aprendi que uma das virtudes de uma boa princesa é a obediência, como Rainha só os céus estão a cima da autoridade que me cabe nos dias atuais. Por isso deixei que o Senhor da minha vida tomasse a decisão por mim. Ele tomou só cabe a mim obedecer.
Poucos sabem, mas tive o coração dividido em um dilema e eu sabia que talvez ele me levasse a ter que deixar Luccaria e talvez fosse pra nunca mais voltar... Tentei de todas as fomas manter o reino a salvo e espero que me perdoem se depois do que lerem aqui acharem que falhei, por que é assim que eu sinto, que falhei com vocês.
Perdão a todos, mas minhas orientações me levaram a escolher o caminho que a mim no momento me parece mais difícil, mas se essas são as orientações de Deus para mim, acho que devo segui-las, enfim não sei se um dia Ele me trará aqui aqui de volta, mas por enquanto eu preciso ir... em lágrimas, talvez um tanto sem enteder por que, mas preciso... Espero que acreditem, não foi sem dor!

Adeus Luccaria, como eu Te Amo...

Carmine Savior

Nenhum comentário

Postar um comentário

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger